Por Diego Pimenta
No mês de maio, muitos acontecimentos foram proporcionados pelo esporte e dificultaram a escolha do assunto ideal para essa matéria. Nessas linhas que seguem gostaria de falar do segundo jogo da final da Copa do Brasil, que até eu sentar na frente do computador não tinha acontecido, entre Vasco da Gama e Coritiba (quem será que está comemorando a taça?). Poderia falar da quebra da invecibilidade do tenista Novak Djokovic ao perder para o suiço Roger Federer pela semifinal de Roland Garros. Vencendo desde o ano passado, o sérvio estava perto de bater o recorde de 46 vitórias seguidas do argentino Guillermo Vilas e de ser líder do ranking, sonho que foi apenas adiado. Desde Guga não temos alguém que possa ser ídolo do país, mas seu antigo treinador, Larri Passos, não desiste de voltar as atenções dos brasileiros para as quadras de tênis.
Essa matéria poderia ser sobre o nosso disputádissimo Campeonato do Recreio vencido pelo Time 9. Formado por Paulo Victor, Lucas Cardoso, Guilherme Galante, Felipe Padilha e Caio Pastusiak, eles venceram o Time 7 com o reforço do goleiro Inácio Prazeres na grande final. Com bela atuação de Lucas, "os noves" ganharam de virada por 4 a 1 e levaram a taça.
Sei também que deveria falar do Campeonato Brasileiro, como prometido aos editores do Mamute. Os cariocas não jogam para iguais campeões, mas no futebol nunca se sabe, o que já foi provado nos dois últimos anos com os títulos e as arrancadas repentinas de Flamengo e Fluminense. É claro que com os reforços que estão para estrear, como Juninho Pernambucano no Vasco e Renato no Botafogo, e com o passar do campeonato, nós poderemos, e assim espero, comemorar o título brasileiro.
Mas nenhum outro assunto me deixa mais animado para escrever do que o Barcelona. Os espanhóis deram uma baile na finalíssima da Liga dos Campeões da Europa, sagrando-se tetracampeões. O adversário? Ninguém mais do que o Manchester United de Sir Alex Ferguson, que já conquistou nada menos do que 12 Campeonatos Ingleses e 2 Ligas em 25 anos no comando do Reds. Os ingleses, literalmente, entraram na roda: foram 15 finalizações espanholas contra 3 inglesas.
Treinado por Pep Guardiola(tem 10 títulos em 3 anos de treinador), o Barça encantou a todos com seu jogo envolvente, fazendo um jogo do Botafogo virar mais sofrimento do que já é. O time catalão teve 66% de posse de bola, alcançando a marca de 185 jogos consecutivos com superioridade no quesito, sendo que 183 comandado por Guardiola.
Em 62 jogos na temporada, os azul e grená perderam apenas 6 vezes. O segredo? Talvez porque o time de Váldes, Puyol, Xavi, Iniesta, Pedro, David Villa, Messi e cia. faz um jogo veloz e organizado, tocando bem, e muito, a bola e se movimentando bastante. Outro motivo desse sucesso todo é a confiança em seus jogadores da categoria de base, que têm qualidade e jogam com o coração na ponta das chuteiras.
O Barcelona nos faz relembrar os grandes times do passado: o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Benfica de Eusébio, o Ajax de Cruyf, o Real Madrid de Di Stéfano e muitos outros. Mas será que o Barça pode estar entre os melhores da história? Eu, sinceramente, não posso dizer com toda a certeza, pois os tempos são outros, o futebol mudou muito de lá pra cá e eu não vi esses outros times. Mas a única certeza que tenho é que terão que suar muito para vencer o Barcelona de Messi, time que paralisou os olhos de todos os adoradores do futebol por 90 minutos.
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